




O farol entrou em funcionamento em 1893, consistindo numa torre de 62 metros de altura e 66 metros de altitude. Foi equipado com um aparelho óptico de 1ª ordem (920mm distância focal) com 4 painéis e, como fonte luminosa, a incandescência pelo vapor de petróleo. A fonte luminosa de reserva era um candeeiro de nível constante, sendo a rotação que lhe definia a característica, produzida por uma máquina de relojoaria. | |
Neste mesmo ano entrou também em funcionamento um sinal sonoro, constituído por uma trompa HOLMES, funcionando a ar comprimido e instalada no molhe. Em 1898 o sinal sonoro foi transferido para um alojamento construído em frente do farol, procedendo-se à sua cobertura em 1902, protegendo-o assim das chuvas. Em 1908 a máquina do sinal sonoro foi substituída por duas máquinas a vapor verticais, ficando assim uma máquina de reserva. Foi construído em 1932 um esporão para defesa das infra-estruturas do farol. O alojamento do sinal sonoro foi derrubado pelo mar em 1935, sendo instalado o sinal sonoro em cima do edifício do farol. No ano de 1936 o farol foi electrificado através da montagem de grupos electrogéneos. Em 1947 o aparelho óptico foi substituído por outro de 3ª ordem, pequeno modelo (375mm distância focal), dotado de painéis aeromarítimos. A fonte luminosa passou a ser uma lâmpada de filamento trifásico, ficando como reserva a incandescência pelo vapor de petróleo. Em 1948, foi instalado um rádiofarol. Em 1950 passou a estar ligado à rede pública de distribuição de energia, sendo instalada uma lâmpada de 3000W. Para acesso à torre foi montado um elevador em 1958. A potência da fonte luminosa, nesta altura, foi reduzida, instalando-se então uma lâmpada de 1000W.
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O farol de Aveiro esteve representado em 1987 numa emissão filatélica e na exposição Faróis de Portugal inaugurada na Torre de Belém. Foi mandada cunhar uma moeda, na ocasião, pela Direcção de Faróis. No Boletim de Dezembro de 1987 da Associação Internacional de Sinalização Marítima, teve honras de capa. |
Em 1990 foi automatizado, funcionando agora com menos
intervenção humana, mas de igual forma imponente,
ou não fosse ele o mais alto farol do país e um dos maiores
da Europa, na sua dupla função de assinalamento costeiro
e de aproximação à barra e porto da cidade de Aveiro.
O farol da Barra é O mais alto Farol de Portugal,É sede de um município com 199,77 km² de área , subdividido em 14 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Murtosa , a nordeste por Albergaria-a-Velha, a leste por Águeda, a sul por Oliveira do Bairro, a sueste por Vagos e por Ílhavo, e com uma faixa relativamente estreita de litoral no Oceano Atlântico, a oeste, através da freguesia de São Jacinto. É também um importante centro urbano, portuário, ferroviário, universitário e turístico.
Aveiro se ergue sobre uma extensa planície rodeada de montanhas e vales, durante o século XVI se forma a Ria que banha toda a zona e cruza a cidade, que passa então a ser considerada como a Veneza Portuguesa.
A importância adquirida pela população a leva no ano de 1591 a receber o título de Vila Notável. Mas no final do século XVI e principios do século XVII começa uma época de grande decadencia pelo fechamento do canal que unia a ria e omar, corrompendo gravemente a economia. No ano de 1759 é elevada a categoria de cidade por D. José I. A principios do século XIX, com a construção de a Barra Nova e a abertura da linha férrea, a cidade revive seus melhores tempos. Outro importante impulso tem lugar no ano de 1973 com a criação da Universidade de Aveiro. Hoje em dia como capital da região destaca além da beleza de sua costa, por sua perfeita combinação do carcter tradicional dos bairros próximos a Ria e a grande modernidade das recentes zonas urbanas.A ria de Aveiro é uma laguna costeira que se estende ao longo do litoral desde Mira até Ovar, numa extensão de aproximadamente 50 km, estando separada do mar por um estreito cordão de areia. Estendendo os seus "braços" até às populações ribeirinhas, a Ria é a protagonista de paisagens magníficas.
A Ria é o resultado do recuo do mar, com a formação de cordões litorais que, a partir do séc. XVI, formaram uma laguna, constituindo um dos mais belos patrimónios hidrográficos portugueses. Abarca 11 000 hectares, dos quais 6000 estão permanentemente alagados, e desdobra-se em quatro importantes canais, que circundam diversos ilhas e ilhotes. Rica em peixes e aves aquáticas, é também um local de eleição para a prática de desportos náuticos. Muito especialmente no Norte da Ria, os barcos moliceiros, embarcações únicas e tradicionais, continuam a apanhar o moliço, um fertilizante que transforma solos de areia em terrenos agrícolas. Ainda que tenha vindo a perder a importância que já teve na economia aveirense, a produção de sal, utilizando técnicas milenares, é, ainda, uma das actividades tradicionais mais características de Aveiro, havendo, actualmente, dezenas de salinas
em funcionamento.