sábado, 11 de Abril de 2009

Reserva Natural das Dunas de São Jacinto

As dunas de São Jacinto, que representam uma relíquia deste ecossistema litoral tão característico da Beira Litoral, estão associadas a uma mata de resinosas com cerca de 100 anos, polvilhada por núcleos de folhosas associados a pequenas zonas húmidas. Esta situação permite a reunião num pequeno espaço de elementos da fauna e flora marinha, florestal e dulçaquícola, conferindo-lhe grande interesse educativo.



Caracteriza-se particularmente pelo cordão dunar, extremamente dinâmico, num estado de conservação praticamente único e uma fixação de areias que lhe confere particular valor, no que respeita à Conservação da Natureza.
Há, ainda, a salientar a zona da Mata, plantada entre 1908 e 1929 para proteger o interior do avanço das areias sob a acção do vento e a pateira, onde se podem encontrar numerosos exemplares de várias espécies de avifauna, sobretudo anatídeos.
Assim, actualmente, os objectivos específicos da Reserva são relativos às suas características biofísicas e recursos naturais, como:

  • Protecção do sistema dunar;
  • Protecção da fauna em geral, com particular incidência para a avifauna aquática, que se refugia e nidifica na pateira e outros lagos de menores dimensões;
  • Protecção da flora existente do ecossistema dunar, flora autóctone, revitalização e renaturalização da área da Mata;
  • Educação Ambiental, mediante acções de informação / formação e visitas guiadas à Reserva;
  • Trabalhos de investigação científica sobre fauna, flora, meio físico e biofísico.

Salienta-se ainda as infra-estruturas de apoio a visitantes, como um Centro de Interpretação e um Centro de Acolhimento, com capacidade para 35 pessoas, localizados junto ao Centro de Informação da Reserva.

Criada a 6 de Março de 1979, segundo o Decreto-Lei n.º 41/79, a Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto ocupa uma área de 666 hectares. As suas dunas são sistemas formados por pequenas elevações de areia que constituem uma barreira natural entre o mar e terra, impedindo assim o avanço da água sobre o continente. Situada entre o Atlântico e a ria de Aveiro, a reserva inclui uma área de dunas litorais em bom estado de conservação. O cordão litoral, que se estende de norte para sul, culmina na povoação de S. Jacinto, ajudando a fechar a ria.Na Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto encontra-se a mata de S. Jacinto, criada em 1888 pelos Serviços Florestais, e que, apesar das dificuldades iniciais surgidas aquando das primeiras sementeiras de penisco, acabou por fixar as areias, possibilitou o aproveitamento agrícola de alguns terrenos e ajudou a fixar as dunas, que ainda hoje defendem a restinga das arremetidas do mar. Diante do oceano, e acompanhando a praia, estende-se um importante cordão dunar litoral, as dunas de S. Jacinto, afinal a razão da existência da própria reserva natural.Da praia de S. Jacinto em direcção à ria, encontram-se situações diversas no respeitante à vegetação. A praia apresenta-se como uma extensão quase deserta de plantas, que apenas fazem a sua aparição nas zonas menos expostas à água salobra. Mas é na duna primária que se torna bem visível a vegetação própria das areias litorais, aí se encontrando as mais variadas espécies de uma flora particular, de entre as quais se podem citar o estorno, o cordeiro-da-praia, a soldanela e o cardo-marítimo, o narciso-das-areias, a eruca-marítima e a madorneira. No caso de S. Jacinto, o coroamento da duna primária é, porém, dominado por espécies introduzidas pelo homem, caso da acácia e do chorão, que actualmente exigem uma atenção cuidada. De facto, se a acácia, por exemplo, cumpriu o objectivo para o qual foi plantada - estabilizar e consolidar as dunas -, por outro lado, e por se tratar de uma infestante, impediu a diversificação da flora nativa e, em consequência, do número de espécies animais à mesma associados, criando um povoamento homogéneo paisagisticamente monótono.Ainda mais para o interior e após atravessar a zona interdunar - depressão entre as dunas primária e secundária dominada pela camarinheira e onde já surge o pinheiro bravo, que, por demasiado exposto à humidade, ao vento e à salsugem, fica prostrado e denota um reduzido crescimento -, chegaremos então à duna secundária. Esta última, cuja zona posterior se estende até à ria de Aveiro, é essencialmente ocupada por pinheiro bravo, ocorrendo também a acácia e o samouco, um ou outro pinheiro manso, e sendo visíveis nas baixas propensas à acumulação de águas alguns núcleos mistos de salgueiro-anão, de amieiro e de choupo-negro.No charco maior de S. Jacinto, vulgarmente designado por pateira, dado o número de anatídeos que o frequentam, observa-se uma vegetação típica das zonas húmidas, em que se destacam a tábua-larga, o caniço e o junco, bem como o salgueiro-anão.No que diz respeito à fauna, destacam-se as aves. A galinha-d'água e o mergulhão-pequeno são uma presença constante nessas águas paradas, que periodicamente ou de forma ocasional registam a presença de patos-reais, marrequinhas, piadeiras, frisadas, negrinhas, arrábios e patos-trombeteiros. Por outro lado, as garças - a garça-branca, a garça-boieira, a garça-vermelha, a garça-pequena e a garça-real - são já visitantes frequentes de S. Jacinto, algumas permanecendo durante períodos de tempo relativamente longos. A águia-de-asa-redonda e o açor pairam sobre a Reserva Natural aguardando o momento de capturarem as suas presas, a coruja-do-mato também está presente juntamente com as raposas e ginetas, répteis como a lagartixa ou a cobra-d'água, e anfíbios como o sapo-de-unha-negra ou o pleurodelo.Diante da zona dunar e já nas águas agitadas do oceano podem-se observar, consoante as épocas do ano, diversas aves marinhas. O pato-negro, um excelente mergulhador que se alimenta sobretudo de peixes e moluscos, frequenta o litoral durante o Inverno, concentrando-se preferencialmente na zona de Aveiro. Há ainda gaivotas, guinchos e corvos-marinhos, algumas das espécies mais directamente associadas ao mar, enquanto pilritos, borrelhos-de-coleira-interrompida e ostraceiros se passeiam na praia à borda de água.Já no interior da mata destacam-se os chapins - chapim-real, chapim-carvoeiro e chapim-de-poupa. Finalmente, e nos charcos artificiais abertos no interior da mata a partir de 1984, é possível contactar com outras espécies da avifauna, atraídas por um plano de água abrigado cuja implantação visava proporcionar um refúgio aos patos da ria de Aveiro e um incentivo ao retorno das garças que em S. Jacinto já tiveram o seu ponto de nidificação mais setentrional em território português, existindo, ainda no final dos anos 70, uma colónia da garças-brancas e garças-boieiras.A Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto representa fundamentalmente um dos sistemas dunares mais bem conservados do nosso litoral .

Centro Interpretativo
Neste local, estabelece-se o primeiro contacto com a Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto através de documentação, de painéis e de um pequeno filme.

Horário:
Todos os dias, 09h00 - 12h00 e 13h30 - 17h00

Trilho de Descoberta da Natureza
O Trilho de descoberta da Natureza é um percurso aberto aos visitantes, onde se poderão observar diversas espécies animais e vegetais, a morfologia do terreno e outros aspectos relacionados com a área. Atendendo à elevada sensibilidade da zona deve respeitar algumas regras de conduta.

Este trilho não é muito aconselhado a Lobitos, especialmente pela extensão do percurso - aconselha-se a leitura detalhada do [ GuiaTrilhoReserva.pdf | 130 Kb ]

Horário:
Todos os dias, excepto domingos, quintas-feiras e feriados, 09h00 - 09h30e 13h30 - 14h00

Notas:
É necessária marcação prévia das visitas. Há duas visitas por dia (manhã e tarde).
Número máximo de visitantes por visita: 25. Duração aproximada da visita: 2h 30 min.

Reserva Natural das Dunas de São Jacinto
3800 São Jacinto
Centro Interpretativo - tel 234 331 282
Sede - tel/fax 234 831 063
rndsj@aveiro-digital.net

quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

Gastronomia em Aveiro

Aveiro tem uma gastronomia variada, as freiras do Convento de Jesus, deixaram um legado capaz. São os típicos ovos moles. Símbolo de Aveiro por excelência, são servidos em barriquinhas de madeira decoradas com coloridas pinturas de temática regional ou em revestimento de hóstia imitando formas marinhas.
Percorrendo um pouco mais a doçaria aveirense, encontramos outros legados de conventos religiosos da região de igualmente fazer crescer água na boca. Deixamos aqui apenas alguns exemplos: raivas, ovos em fio, castanhas doces, bolos de vinte e quatro horas, fatias húmidas, barrigas de freira, pasteis de Àgueda, pão-de-ló de Ovar



Mas não só em doçaria é rica a gastronomia da região. Os apreciadores da boa mesa podem regalar-se com pratos de carne e de peixe, sobretudo deste último, fruto dos bem apaladados pratos dos pescadores que povoaram, e ainda povoam, este litoral lusitano.
Comecemos pelas receitas de peixe. As sugestões são a caldeirada de enguias ou as enguias de escabeche, a raia em molho pitau, as espetadas de mexilhão e as caldeiradas de vários peixes da Ria e do mar.


Quanto às carnes, prove que não se arrepende o suculento carneiro à lampantana (assado na caçoila de barro preto), o estaladiço leitão assado, a chanfana de borrego ou de cabrito, o chouriço com grelos ou, ainda, uns apetitosos rojões.

terça-feira, 24 de Fevereiro de 2009

Farol de Aveiro

O farol entrou em funcionamento em 1893, consistindo numa torre de 62 metros de altura e 66 metros de altitude. Foi equipado com um aparelho óptico de 1ª ordem (920mm distância focal) com 4 painéis e, como fonte luminosa, a incandescência pelo vapor de petróleo. A fonte luminosa de reserva era um candeeiro de nível constante, sendo a rotação que lhe definia a característica, produzida por uma máquina de relojoaria.


Neste mesmo ano entrou também em funcionamento um sinal sonoro, constituído por uma trompa HOLMES, funcionando a ar comprimido e instalada no molhe. Em 1898 o sinal sonoro foi transferido para um alojamento construído em frente do farol, procedendo-se à sua cobertura em 1902, protegendo-o assim das chuvas.

Em 1908 a máquina do sinal sonoro foi substituída por duas máquinas a vapor verticais, ficando assim uma máquina de reserva.

Foi construído em 1932 um esporão para defesa das infra-estruturas do farol. O alojamento do sinal sonoro foi derrubado pelo mar em 1935, sendo instalado o sinal sonoro em cima do edifício do farol.

No ano de 1936 o farol foi electrificado através da montagem de grupos electrogéneos.

Em 1947 o aparelho óptico foi substituído por outro de 3ª ordem, pequeno modelo (375mm distância focal), dotado de painéis aeromarítimos. A fonte luminosa passou a ser uma lâmpada de filamento trifásico, ficando como reserva a incandescência pelo vapor de petróleo.

Em 1948, foi instalado um rádiofarol.

Em 1950 passou a estar ligado à rede pública de distribuição de energia, sendo instalada uma lâmpada de 3000W.

Para acesso à torre foi montado um elevador em 1958. A potência da fonte luminosa, nesta altura, foi reduzida, instalando-se então uma lâmpada de 1000W.

O farol de Aveiro esteve representado em 1987 numa emissão filatélica e na exposição Faróis de Portugal inaugurada na Torre de Belém. Foi mandada cunhar uma moeda, na ocasião, pela Direcção de Faróis.

No Boletim de Dezembro de 1987 da Associação Internacional de Sinalização Marítima, teve honras de capa.

FAROL  DE  AVEIRO

Em 1990 foi automatizado, funcionando agora com menos

intervenção humana, mas de igual forma imponente,

ou não fosse ele o mais alto farol do país e um dos maiores

da Europa, na sua dupla função de assinalamento costeiro

e de aproximação à barra e porto da cidade de Aveiro.

O farol da Barra é O mais alto Farol de Portugal,
o segundo da Europa e terceiro do Mundo.

Aveiro

Aveiro é uma cidade Portuguesa, capital do distrito de Aveiro, na região centro e pertencente à subregião do Baixo Vouga. Fica situada a cerca de 58 km a norte de Coimbra e a cerca de 68 km a sul do Porto. A cidade de Aveiro possui 55 291 habitantes e é também a principal cidade da sub-região do Baixo Vouga com 398 467 habitantes, a sub-região mais populosa da região Centro e é também a segunda cidade mais populosa no Centro de Portugal, depois de Coimbra.

É sede de um município com 199,77 km² de área , subdividido em 14 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Murtosa , a nordeste por Albergaria-a-Velha, a leste por Águeda, a sul por Oliveira do Bairro, a sueste por Vagos e por Ílhavo, e com uma faixa relativamente estreita de litoral no Oceano Atlântico, a oeste, através da freguesia de São Jacinto. É também um importante centro urbano, portuário, ferroviário, universitário e turístico.

Aveiro se ergue sobre uma extensa planície rodeada de montanhas e vales, durante o século XVI se forma a Ria que banha toda a zona e cruza a cidade, que passa então a ser considerada como a Veneza Portuguesa.

A importância adquirida pela população a leva no ano de 1591 a receber o título de Vila Notável. Mas no final do século XVI e principios do século XVII começa uma época de grande decadencia pelo fechamento do canal que unia a ria e omar, corrompendo gravemente a economia. No ano de 1759 é elevada a categoria de cidade por D. José I. A principios do século XIX, com a construção de a Barra Nova e a abertura da linha férrea, a cidade revive seus melhores tempos. Outro importante impulso tem lugar no ano de 1973 com a criação da Universidade de Aveiro. Hoje em dia como capital da região destaca além da beleza de sua costa, por sua perfeita combinação do carcter tradicional dos bairros próximos a Ria e a grande modernidade das recentes zonas urbanas.

Salinas de Aveiro



Perto da cidade de Aveiro podem ser visitadas as marinhas de Aveiro e, mais concretamente, as salinas tradicionais. Nos dias de hoje estão em produção pouco mais de três dezenas de salinas, estando a profissão de Marnoto (homem que extrai o sal da água) em "vias de extinção". Curiosamente, a mulher do Marnoto é conhecida por Salineira. Por norma, todas as salinas aveirenses têm o nome da correspondente Salineira.

O sal de Aveiro «é muito mais do que sal». É matéria-prima para alguns produtos de qualidade, em que o primeiro é o sal ecológico produzido de forma tradicional. A «flor do sal», que é o «diamante das salinas», é outro dos produtos retirados da marinha Grã Caravela, a par da salicornia. O sal aveirense é a base do sabão de sal e dos sais de banho que são confeccionados naquela salina, aos quais outros produtos (da cosmética e da higiene corporal) se deverão juntar a curto prazo.
A salina Grã Caravela localiza-se imediatamente a seguir ao eco-museu da Marinha da Troncalhada, na estrada que segue junto ao canal, em direcção às instalações dos clubes náuticos, e que está identificada por uma «caravela» em madeira. Eduardo Oliveira e Alberto Chipelo são os responsáveis pela marinha e pelo projecto que ali está a ser desenvolvido.
Nas marinhas de Aveiro, só a Grã Caravela produz «flor de sal», produto que, no dizer de Eduardo Oliveira, requer um trabalho muito apurado e grande experiência para «ser apanhada e seca». Neste momento, grande parte da «flor de sal» ali produzida está a ser comercializada para o estrangeiro, porque em Portugal este produto ainda é pouco conhecido. Ainda não existe em supermercados, apesar de ser um produto muito cotado em mercados europeus, nomeadamente o francês, onde é vendida a cerca de 45 euros o quilo.
O processo de secagem é uma das operações mais delicadas da produção da «flor de sal», porque «se ela não for bem seca e se for metida dentro dos sacos com alguma humidade acaba por apodrecer, porque é um sal muito fino e muito puro». Este sal é como a sacarina em relação ao açúcar, tem cerca de três a quatro vezes mais de salinização, pelo que se põe em menor quantidade na comida. Menos sal traduz-se em menos magnésio, sódio e outros produtos que este produto tem, o que para pessoas com hipertensão é muito melhor.
A flor de sal também era conhecida, no século XIX, em Aveiro, por «sal de espuma», por ser um «sal finíssimo formado à superfície das águas-mãe, que nunca se precipita para o fundo dos cristalizadores e que concentra as máximas qualidades do produto».
O «Sal d’Aveiro», marca com que é comercializado o sal da Grã Caravela, «sai da marinha e é 100 por cento puro. Por norma, o sal que se encontra à venda é lavado com cloro ou com formol, que é cancerígeno. O «Sal d’Aveiro» não leva qualquer tipo de tratamento. Sai da marinha e é posto em sacos. As vendas não se fazem em armazéns.

Ria de Aveiro

Considerada como a veneza de Portugal.

A ria de Aveiro é uma laguna costeira que se estende ao longo do litoral desde Mira até Ovar, numa extensão de aproximadamente 50 km, estando separada do mar por um estreito cordão de areia. Estendendo os seus "braços" até às populações ribeirinhas, a Ria é a protagonista de paisagens magníficas.

A Ria é o resultado do recuo do mar, com a formação de cordões litorais que, a partir do séc. XVI, formaram uma laguna, constituindo um dos mais belos patrimónios hidrográficos portugueses. Abarca 11 000 hectares, dos quais 6000 estão permanentemente alagados, e desdobra-se em quatro importantes canais, que circundam diversos ilhas e ilhotes. Rica em peixes e aves aquáticas, é também um local de eleição para a prática de desportos náuticos. Muito especialmente no Norte da Ria, os barcos moliceiros, embarcações únicas e tradicionais, continuam a apanhar o moliço, um fertilizante que transforma solos de areia em terrenos agrícolas. Ainda que tenha vindo a perder a importância que já teve na economia aveirense, a produção de sal, utilizando técnicas milenares, é, ainda, uma das actividades tradicionais mais características de Aveiro, havendo, actualmente, dezenas de salinas em funcionamento.

Ovos Moles

Doce regional tradicional da pastelaria aveirense e cuja fórmula e método de produção original se deve às freiras da Ordem das Carmelitas, no séc. XIX. Antigamente, por uma questão de poupança, juntava-se arroz cozido aos ovos moles, prática que é hoje negada por todos os fabricantes. Desde o início da linha de caminho de ferro entre Lisboa e Porto, é tradicional a sua venda, por mulheres usando o traje regional, quando os comboios param na estação de Aveiro. Os Ovos Moles de Aveiro são considerados um ex-libris da região, senão mesmo do país. Como todos os produtos de grande reputação, começam a ser objecto de “cópias” e falsificações que aparecem à venda, com a mesma designação, mas cuja qualidade é muito inferior.

Ingredientes: 500 g de açúcar 30 gemas de ovo 2,5 dl de água Preparação: Leva-se o açúcar ao lume com a água e deixa-se ferver durante cerca de 3 minutos até atingir o ponto de fio fraco. Tendo o cuidado de não deixar nenhum bocado de claras junto com as gemas, juntam-se estas ao açúcar em ponto e leva-se a lume brando, mexendo sempre, com a ajuda de uma colher de pau, até engrossar nunca mexa em circulos mas sim em movimentos tipo vaivem. Para servir, isolado, polvilhe com canela em pó. Servidos normalmente em moldes de hóstia de diferentes formatos, geralmente de elementos marinhos (amêijoas, peixes, conchas, búzios, etc.), recheados com o creme de ovos. Também podem ser comercializados em barricas de madeira pintadas exteriormente com barcos moliceiros e outros motivos da ria de Aveiro.